PilotosConstrutores
2000
Michael Schumacher
2001
Michael Schumacher
2002
Michael Schumacher
2003
Michael Schumacher
2004
Michael Schumacher
2005
Fernando Alonso
2006
Fernando Alonso
2007
Kimi Räikkönen
2008
Lewis Hamilton
2009
Jenson Button
2010
Sebastian Vettel

Circuitos Marcantes

Istambul, Turquia
Desenho interessante, topografia variada e uma curva que vale por quatro, para deleite dos pilotos

Sakhir, Bahrein
Literalmente um oásis no deserto, com curvas fechadas e muita areia sobre o asfalto

Xangai, China
Instalações impressionantes e um traçado cheio de alternativas, explorando todo o potencial de um carro de corrida

Indianapolis, Estados Unidos
O palco da união entre a principal categoria do mundo e a mais importante pista do planeta

HistóriaAnos 2000

Corrida tecnológica

A nova década trouxe a marca mais valiosa da Fórmula 1TM de volta ao topo. Depois de quatro anos de tentativas fracassadas, Michael Schumacher conquistou a bordo de uma Ferrari o sonhado título de pilotos, feito que a escuderia alcançara pela última vez em 1979. O que o resto do mundo não imaginava é que, em 2000, a chamada “era Schumacher” estava apenas começando.

Até 2004, com carros muito competitivos ou assustadoramente superiores aos dos rivais, o alemão detonou praticamente todos os recordes da categoria, sempre ajudado pelo fiel escudeiro, o companheiro de equipe Rubens Barrichello. Aos rivais, restaram vitórias esporádicas e muitas reclamações a respeito do modus operandi da equipe italiana, que, entre outras coisas, nunca deixou o brasileiro mostrar todo o seu potencial.

A primeira tentativa de frear o domínio do alemão aconteceu em 2003, quando as regras dos treinos classificatórios sofreram alterações – que continuariam acontecendo ano a ano, até 2006 – e a pontuação foi reformulada, contemplando não mais os seis, mas os oito primeiros colocados. Na prática, o cenário só mudaria mesmo em 2005, quando um espanhol chamado Fernando Alonso tornou-se o mais jovem campeão de todos os tempos.

Nesta época, a Fórmula 1TM começava a extrapolar os limites da aerodinâmica, criando asas e penduricalhos que chegaram a tal ponto que acabaram proibidos a partir de 2009. Felipe Massa substituiu Barrichello na Ferrari em 2006, ano do bicampeonato de Alonso com a Renault. Aquela temporada, na qual Schumacher abandonou as pistas (embora retornasse em 2010), marcou mais uma despedida: a publicidade tabagista, que por tantos anos sustentou a categoria, saiu de cena. Primeiramente na Europa, depois em todos os países que faziam parte do calendário.

Entre 2007 e 2010, a Fórmula 1TM vivenciou algumas renovações e estreias, mas também viu a reedição de velhos conceitos. A categoria recebeu o primeiro piloto negro, Lewis Hamilton, que se tornou o melhor estreante de todos os tempos e foi campeão logo na segunda temporada; realizou a primeira corrida noturna, em Cingapura, coincidentemente o GP de número 800; além disso, proibiu o controle de tração pela segunda vez e providenciou a volta dos pneus slick, acompanhados de uma série de restrições no desenho dos carros. Outra novidade foi o KERS, um sistema de reaproveitamento da energia gerada nas frenagens, revertido na forma de potência extra nos motores. Nas últimas temporadas da década, com a proibição dos testes, veio outra revolução. A saída das montadoras e a abertura vagas para times independentes, mais comprometidos com as corridas do que com os negócios.

Curiosidades

Os anos 2000 registraram recordes de juventude na categoria. Em 2003, o terceiro lugar no GP da Malásia fez Fernando Alonso se tornar o mais jovem piloto a subir no pódio da F-1TM. Ainda nesse ano, na Hungria, uma bela exibição fez com que ele se tornasse o vencedor mais precoce. Mas após ser coroado em 2005 como o mais jovem campeão de todos os tempos, quebrando um recorde de Fittipaldi que perdurava 33 anos, Alonso viu que a categoria estava mesmo mudada, e ele era o maior exemplo desta reviravolta.

Com meninos de pouco mais de vinte anos no grid, seus recordes foram batidos pouco tempo depois. Primeiro por Lewis Hamilton e depois por Sebastian Vettel, que se tornaram, um após o outro, os mais jovens pilotos a fazer uma pole-position, vencer um GP e se tornarem campeões mundiais.

Uma corrida inesquecível
GP do Brasil de 2008

Com uma pole incontestável, Felipe Massa renovou a esperança da torcida brasileira. Mas cada pessoa presente a Interlagos sabia que a tarefa do ferrarista era muito difícil. O inglês Lewis Hamilton, da McLaren, precisava de um mero quinto lugar para comemorar o título da temporada, e seu retrospecto era dos mais favoráveis. A instantes da largada, um toró considerável desabou sobre o autódromo, adiando o início da prova em 10 minutos. Com a pista ainda molhada, Massa manteve a ponta e só perdeu a liderança momentaneamente, quando parou para colocar pneus de pista seca. Hamilton, tenso, fazia uma corrida defensiva, alternando-se entre o quarto e o quinto lugares. A cinco voltas do final, voltou a chover, o que levou quase todos os carros a um pit stop para calçar novos pneus. Os únicos que ficaram na pista foram Jarno Trulli e Timo Glock, a dupla da Toyota. A pouco mais de duas voltas da bandeirada, Sebastian Vettel mostrou habilidade no molhado e ultrapassou Hamilton, deixando o britânico em sexto e o título nas mãos de Massa. A chuva desabou para valer na última volta, e a torcida foi à loucura quando Felipe venceu a corrida. Mas Hamilton e Vettel, alguns segundos atrás, ainda cumpriam o último trecho do miolo do circuito. Até que, na última curva da última corrida do ano, os dois encontraram Glock se arrastando no asfalto encharcado e ultrapassaram o alemão com facilidade. Isso mudou o resultado do campeonato praticamente nos acréscimos, fazendo Hamilton celebrar seu primeiro título ao cruzar a linha de chegada. Contudo, enquanto a chuva se misturava ao choro no alto do pódio, Felipe Massa ganhava definitivamente o status de ídolo nacional.